DISFUNÇÃO DA SUPERFÍCIE OCULAR RELACIONADA AO USO DE TELAS DIGITAIS: UMA REVISÃO ATUALIZADA
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-134Palavras-chave:
Olho Seco, Superfície Ocular, Telas Digitais, Fadiga Ocular, Saúde OcularResumo
A disfunção da superfície ocular, frequentemente manifestada como síndrome do olho seco, tem apresentado aumento significativo nas últimas décadas, acompanhando a crescente exposição a dispositivos digitais. O uso prolongado de telas está associado à redução da frequência de piscar, aumento da evaporação do filme lacrimal e instabilidade da superfície ocular, fatores que contribuem diretamente para o desenvolvimento de sintomas oculares. O presente estudo tem como objetivo analisar a relação entre o uso de dispositivos digitais e a ocorrência de disfunção da superfície ocular, bem como seus impactos clínicos. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada em artigos científicos nacionais e documentos institucionais. Os achados demonstram que a prevalência de sintomas relacionados ao olho seco pode atingir até 50% dos indivíduos que utilizam telas por períodos prolongados, sendo mais frequente em estudantes e profissionais expostos diariamente a computadores e smartphones. Entre os principais sintomas destacam-se ardor, sensação de corpo estranho, olho vermelho e fadiga visual. Além disso, fatores ambientais, como uso de ar-condicionado e baixa umidade, podem agravar o quadro clínico. Conclui-se que o uso intensivo de dispositivos digitais representa importante fator de risco para disfunção da superfície ocular, sendo fundamental a adoção de medidas preventivas, como pausas regulares, ajuste ergonômico e educação em saúde ocular, visando reduzir o impacto dessa condição na qualidade de vida.