DIAGNÓSTICO DO CÂNCER COLORRETAL: DA TRIAGEM POPULACIONAL À CONFIRMAÇÃO HISTOPATOLÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-115Palavras-chave:
Câncer Colorretal, Diagnóstico, Triagem, Biomarcadores, Medicina de PrecisãoResumo
O câncer colorretal (CCR) é a terceira neoplasia maligna mais diagnosticada e a segunda principal causa de mortalidade global. Este estudo de revisão bibliográfica narrativa sintetiza e discute os avanços nos protocolos diagnósticos e terapêuticos do CCR. A pesquisa sistemática nas bases de dados PubMed e Google Scholar (2024-2025) focou em "Colorectal Cancer," "Diagnosis," e "Treatment." Os resultados demonstram uma transição dos rastreamentos tradicionais baseados em idade/histórico familiar para uma medicina de precisão, molecularmente orientada. Na triagem populacional, a integração de biomarcadores proteômicos (ProS), genômicos (PRS) e metabolômicos plasmáticos (com AUC de até 0,92) mostra potencial para estratificação de risco e rastreamento precoce e personalizado, superando critérios etários. Para o estadiamento II, a aplicação de Inteligência Artificial (classificador STAR-CRC em TC) e marcadores patológicos (IRIS-CRC) permitiu reclassificar prognósticos com maior acurácia, otimizando a decisão da quimioterapia adjuvante. No tratamento, a confirmação molecular de mutações específicas é crucial: a combinação de Encorafenibe e Cetuximabe com mFOLFOX6 para CCR mutante BRAF V600E triplicou a sobrevida livre de progressão (12,8 meses) e dobrou a sobrevida global (30,3 meses). Para o KRAS G12C, Adagrasibe mais Cetuximabe alcançou 34% de resposta objetiva em pacientes pré-tratados. A biópsia líquida (ctDNA) emerge como ferramenta essencial para o monitoramento dinâmico da doença e da resistência adquirida. Em conclusão, a integração de genômica, proteômica e IA é imperativa para um manejo do CCR mais personalizado, preciso e eficaz.