USO DE BIOMARCADORES INFLAMATÓRIOS NA PREDIÇÃO DE GRAVIDADE DA SEPSE: EVIDÊNCIAS E APLICAÇÕES CLÍNICAS

Autores/as

  • Ana Clara Donato Pereira Autor/a
  • Guilherme Aleff Matos de Morais Autor/a
  • Artur Anibal Nunes Moraes Autor/a
  • Áurea Amélia Coutinho Nogueira de Albuquerque Autor/a
  • André Sobreira Cavalcante Autor/a
  • Lara Muniz Borges Autor/a
  • Ana Laura Lopes Borges Autor/a
  • Maurício Roberto Perin Filho Autor/a
  • Thiago Girardi Fonseca Autor/a
  • Iasmin Crystina Silva Pereira Autor/a
  • Thiago Mendonça Gomes Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.56238/MedCientifica-027

Palabras clave:

Uso de Biomarcadores Inflamatórios, Predição de Gravidade da Sepse, Evidências e Aplicações Clínicas

Resumen

A sepse permanece como uma das principais causas de mortalidade hospitalar, exigindo diagnóstico rápido e avaliação precisa da gravidade. Biomarcadores inflamatórios como a proteína C-reativa (PCR), a procalcitonina (PCT) e a interleucina-6 (IL-6) têm se destacado como ferramentas auxiliares nesse processo. A revisão integrativa de estudos publicados entre 2015 e 2024 evidenciou que a PCT é o marcador mais sensível e específico para identificar infecções bacterianas sistêmicas e diferenciar sepse de inflamações não infecciosas. Níveis elevados (>2 ng/mL) associam-se a maior risco de disfunção orgânica e necessidade de suporte vasopressor. A PCR, apesar de menor especificidade, é útil no acompanhamento terapêutico e na avaliação da resposta antibiótica. Já a IL-6 mostrou forte correlação com gravidade e mortalidade precoce, sendo valiosa como marcador prognóstico complementar. Os estudos demonstraram que o uso combinado desses biomarcadores melhora em até 25% a predição de mortalidade em comparação com escores clínicos isolados, como o SOFA. Pacientes com níveis persistentemente elevados de PCT e IL-6 apresentaram risco até três vezes maior de evoluir para choque séptico, enquanto reduções séricas nas primeiras 72 horas correlacionaram-se com maior sobrevida. Conclui-se que a utilização integrada de PCT, PCR e IL-6 potencializa a acurácia diagnóstica e o manejo da sepse, favorecendo decisões terapêuticas mais rápidas e eficazes. A incorporação desses marcadores à rotina hospitalar, especialmente em unidades de terapia intensiva, contribui para reduzir a mortalidade e racionalizar o uso de antibióticos. Avanços futuros incluem o uso de inteligência artificial para combinar biomarcadores e variáveis clínicas, aprimorando ainda mais a estratificação de risco e a predição de desfechos.

Publicado

2025-10-22

Cómo citar

Pereira, A. C. D. ., de Morais, G. A. M. ., Moraes, A. A. N. ., de Albuquerque, Áurea A. C. N. ., Cavalcante, A. S. ., Borges, L. M. ., Borges, A. L. L. ., Perin Filho, M. R. ., Fonseca, T. G. ., Pereira, I. C. S. ., & Gomes, T. M. . (2025). USO DE BIOMARCADORES INFLAMATÓRIOS NA PREDIÇÃO DE GRAVIDADE DA SEPSE: EVIDÊNCIAS E APLICAÇÕES CLÍNICAS. Anais Eventos. https://doi.org/10.56238/MedCientifica-027