DEPRESSÃO INFANTIL: ABORDAGEM DIAGNÓSTICA NA PRÁTICA CLÍNICA

Autores/as

  • Júlia Sousa Pantoja da Rocha Autor/a
  • Maria Eduarda Crivelenti da Costa Autor/a
  • Pedro Medeiros Barreto Campello Autor/a
  • Anderson Ullisses Santana Soares Autor/a
  • Luisa Santório de Oliveira Autor/a
  • Lethicia Hammerschmidt Goulart Autor/a
  • Amanda Camilla Schmidt Bolzan Autor/a
  • Igor Alves Savi Autor/a
  • Ryan Rafael Barros de Macedo Autor/a
  • Carlos André Rodrigues Binda Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.56238/MedCientifica-092

Palabras clave:

Depressão Infantil, Diagnóstico, Adolescente, Biomarcadores, Saúde Mental

Resumen

O transtorno depressivo maior na infância e adolescência constitui um desafio relevante para a prática clínica, devido às manifestações clínicas heterogêneas, ao impacto no desenvolvimento psicossocial e ao risco aumentado de autolesão. Este estudo teve como objetivo revisar a literatura científica recente sobre a abordagem diagnóstica da depressão pediátrica, com ênfase na padronização de desfechos, no uso de instrumentos de rastreamento, na contribuição de biomarcadores e na integração de fatores psicossociais e ambientais. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir de artigos publicados nos últimos cinco anos, indexados na base PubMed, utilizando descritores controlados do Medical Subject Headings (MeSH). Os achados evidenciam que o diagnóstico da depressão pediátrica deve adotar uma abordagem multidimensional, integrando avaliação clínica especializada, instrumentos padronizados de rastreamento, como o PHQ-9, e medidas internacionais de desfecho propostas pelo ICHOM. Biomarcadores genéticos, epigenéticos e neuroinflamatórios mostram-se promissores como ferramentas complementares para a compreensão da fisiopatologia e a estratificação prognóstica, embora não substituam o julgamento clínico. Além disso, fatores ambientais modificáveis e a articulação entre família, escola e serviços de saúde são fundamentais para a detecção precoce e o manejo adequado. Conclui-se que a integração entre estratégias clínicas, psicossociais e biológicas é essencial para reduzir o subdiagnóstico e prevenir desfechos adversos ao longo do ciclo vital.

Publicado

2026-01-18

Cómo citar

da Rocha, J. S. P. ., da Costa, M. E. C. ., Campello, P. M. B. ., Soares, A. U. S. ., de Oliveira, L. S. ., Goulart, L. H. ., Bolzan, A. C. S. ., Savi, I. A. ., de Macedo, R. R. B. ., & Binda, C. A. R. . (2026). DEPRESSÃO INFANTIL: ABORDAGEM DIAGNÓSTICA NA PRÁTICA CLÍNICA. Anais Eventos. https://doi.org/10.56238/MedCientifica-092