DEPRESSÃO INFANTIL: ABORDAGEM DIAGNÓSTICA NA PRÁTICA CLÍNICA
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-092Keywords:
Depressão Infantil, Diagnóstico, Adolescente, Biomarcadores, Saúde MentalAbstract
O transtorno depressivo maior na infância e adolescência constitui um desafio relevante para a prática clínica, devido às manifestações clínicas heterogêneas, ao impacto no desenvolvimento psicossocial e ao risco aumentado de autolesão. Este estudo teve como objetivo revisar a literatura científica recente sobre a abordagem diagnóstica da depressão pediátrica, com ênfase na padronização de desfechos, no uso de instrumentos de rastreamento, na contribuição de biomarcadores e na integração de fatores psicossociais e ambientais. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir de artigos publicados nos últimos cinco anos, indexados na base PubMed, utilizando descritores controlados do Medical Subject Headings (MeSH). Os achados evidenciam que o diagnóstico da depressão pediátrica deve adotar uma abordagem multidimensional, integrando avaliação clínica especializada, instrumentos padronizados de rastreamento, como o PHQ-9, e medidas internacionais de desfecho propostas pelo ICHOM. Biomarcadores genéticos, epigenéticos e neuroinflamatórios mostram-se promissores como ferramentas complementares para a compreensão da fisiopatologia e a estratificação prognóstica, embora não substituam o julgamento clínico. Além disso, fatores ambientais modificáveis e a articulação entre família, escola e serviços de saúde são fundamentais para a detecção precoce e o manejo adequado. Conclui-se que a integração entre estratégias clínicas, psicossociais e biológicas é essencial para reduzir o subdiagnóstico e prevenir desfechos adversos ao longo do ciclo vital.