TECNOLOGIAS ASSISTIVAS NO ENSINO SUPERIOR: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A APRENDIZAGEM INCLUSIVA
DOI:
https://doi.org/10.56238/CONEDUCA-133Palabras clave:
Tecnologias Assistivas, Práticas Inclusivas, Educação SuperiorResumen
A inclusão de estudantes com deficiência no ensino superior tem avançado, porém ainda enfrenta barreiras estruturais, pedagógicas e tecnológicas. Estudos apontam que a falta de materiais acessíveis, limitações nos ambientes virtuais, desconhecimento docente sobre Tecnologias Assistivas (TAs) e ausência de políticas institucionais consolidadas dificultam a permanência e a aprendizagem desses estudantes. O estudo tem como objetivo identificar e sintetizar os principais desafios e possibilidades do uso das Tecnologias Assistivas no Ensino Superior, destacando suas contribuições para a aprendizagem inclusiva e o papel da formação docente nesse processo. A elaboração deste estudo baseou-se em uma revisão bibliográfica de estudos selecionados, contemplando artigos publicados em periódicos e que abordassem sobre inclusão e TAs na educação superior. Foram examinados conteúdos que tratam da percepção de estudantes, da formação docente, da acessibilidade para pessoas com deficiência visual e das políticas institucionais voltadas à inclusão. Os estudos revelam que as TAs desempenham papel essencial no acesso ao conhecimento, permitindo maior autonomia e participação dos estudantes com deficiência. Recursos como leitores de tela, materiais ampliados, softwares específicos, áudio-texto e adaptações digitais são apontados como fundamentais para o processo de aprendizagem. Contudo, persistem desafios significativos: formação docente insuficiente e pouco direcionada ao uso das TAs; ausência de políticas robustas de acessibilidade e investimentos em equipamentos; barreiras atitudinais e culturais dentro das instituições de ensino; dificuldades no acesso a materiais e ambientes digitais acessíveis, especialmente para estudantes com deficiência visual. Apesar disso, surgem possibilidades promissoras, como o uso de metodologias ativas, programas de formação continuada, soluções tecnológicas de baixo custo e iniciativas institucionais que promovem práticas mais inclusivas no cotidiano universitário. Conclui-se que as Tecnologias Assistivas representam um componente indispensável para a efetivação da inclusão na educação superior, contribuindo para o acesso equitativo ao ensino e para a permanência dos estudantes com deficiência. Entretanto, sua eficácia depende diretamente da formação docente, do compromisso institucional com políticas de inclusão e da eliminação de barreiras atitudinais, estruturais e tecnológicas.