VIOLÊNCIA ESCOLAR COMO EXPRESSÃO SOCIAL: UMA ANÁLISE CRÍTICA A PARTIR DA PSICOLOGIA BRASILEIRA E DA PERSPECTIVA FREIREANA

Autores/as

  • Evaldo Batista Mariano Júnior Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.56238/CONEDUCA-122

Palabras clave:

Violência Escolar, Psicologia Escolar, Paulo Freire, Processos Educativos

Resumen

A violência escolar, frequentemente tratada como problema de conduta individual ou de gestão disciplinar, constitui um fenômeno complexo que expressa contradições históricas, sociais e institucionais presentes na escola brasileira. À luz da Psicologia Escolar crítica e do pensamento de Paulo Freire, este estudo discute a violência não como um desvio isolado, mas como resultado de relações autoritárias, silenciamentos, desigualdades e práticas pedagógicas que, muitas vezes, reproduzem estruturas de opressão. A Psicologia brasileira tem avançado na compreensão de que a violência emerge de condições concretas de vida, das relações entre sujeitos e das formas como a escola lida com a diversidade, o conflito e a participação democrática. Inspirada na perspectiva freireana, esta reflexão propõe que o enfrentamento da violência escolar requer processos dialógicos, práticas emancipadoras e abertura institucional para a escuta sensível de estudantes, professores e comunidade. Intervenções psicológicas que se limitam à normatização comportamental tendem a reforçar leituras medicalizantes e individualizantes. Em contraste, a Psicologia comprometida com transformação social reconhece a violência como um indicador das tensões do território, das desigualdades estruturais e das relações de poder na escola, defendendo estratégias coletivas e críticas capazes de fortalecer vínculos, promover justiça social e construir espaços educativos verdadeiramente democráticos.

Publicado

2025-12-17

Cómo citar

Mariano Júnior, E. B. . . (2025). VIOLÊNCIA ESCOLAR COMO EXPRESSÃO SOCIAL: UMA ANÁLISE CRÍTICA A PARTIR DA PSICOLOGIA BRASILEIRA E DA PERSPECTIVA FREIREANA. Anais Eventos. https://doi.org/10.56238/CONEDUCA-122