EDUCAÇÃO INCLUSIVA E FORMAÇÃO DOCENTE: CAMINHOS PARA UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA INCLUSIVA
DOI:
https://doi.org/10.56238/IICONEDUCA-026Palavras-chave:
Educação Inclusiva, Formação Docente, Diversidade, Prática Pedagógica, Escola Para TodosResumo
Este artigo problematiza a relação entre formação docente e educação inclusiva, partindo do entendimento de que a escola que se pretende para todos ainda está, em muitos aspectos, longe de sê- lo. A pergunta que organiza o texto não é nova — como preparar professores para trabalhar com a diversidade? —, mas as respostas disponíveis continuam insuficientes, o que justifica retomá-la com renovado rigor. Desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa e caráter descritivo-reflexivo, o estudo articula contribuições de autores como Paulo Freire, António Nóvoa, Maurice Tardif, Maria Teresa Eglér Mantoan e Romeu Kazumi Sassaki, em diálogo com documentos legais estruturantes do campo — a Declaração de Salamanca, a LDB 9.394/1996, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e a Lei Brasileira de Inclusão. A análise revela que a formação inicial raramente equipa os futuros professores para as exigências reais de uma sala de aula heterogênea, e que os programas de formação continuada, quando existem, pecam por descontinuidade e distância da prática concreta. Ao mesmo tempo, identificam-se experiências e perspectivas que apontam caminhos: o desenvolvimento profissional colaborativo, o Desenho Universal para a Aprendizagem, a parceria entre professor regente e professor do Atendimento Educacional Especializado e uma gestão escolar comprometida com a cultura inclusiva. Conclui-se que a formação para a inclusão é um projeto inacabado por natureza — e que seu inacabamento não é fracasso, mas condição de possibilidade para uma escola que aprende com a diferença.