ABORDAGEM ANTIMICROBIANA E MEDIDAS DE CONTROLE NO TRATAMENTO DA COQUELUCHE EM PEDIATRIA
DOI:
https://doi.org/10.56238/IIMedCientifica-015Palavras-chave:
Coqueluche, Bordetella pertussis, Pediatria, Azitromicina, Macrolídeos, VacinaçãoResumo
A coqueluche, causada pela bactéria Gram-negativa Bordetella pertussis, é uma infecção respiratória aguda altamente contagiosa que permanece como uma causa relevante de morbimortalidade em pediatria, apresentando um ressurgimento epidemiológico global. Esse fenômeno é atribuído à perda gradual da imunidade conferida pelas vacinas acelulares (aP) e à adaptação genética do patógeno. Este estudo, uma revisão bibliográfica narrativa, objetivou sintetizar as evidências mais recentes sobre a abordagem antimicrobiana e as medidas de controle no tratamento pediátrico. Os resultados confirmam que a antibioticoterapia de primeira linha é baseada em macrolídeos, sendo a azitromicina o fármaco preferencial por um protocolo de cinco dias em todas as faixas etárias, incluindo lactentes menores de um mês. As medidas de controle incluem isolamento respiratório por cinco dias após o início do tratamento e profilaxia pós-exposição com macrolídeos para contatos próximos. No campo preventivo, a estratégia de maior impacto é a vacinação materna com a vacina DTPa entre a 27ª e 36ª semana de gestação, que promove a transferência transplacentária de anticorpos protetores, além da implementação de vacinas hexavalentes na infância. O sucesso do manejo moderno da coqueluche exige um diagnóstico rápido (via PCR), o uso estratégico de macrolídeos e o reforço contínuo das políticas de vacinação materna e infantil para mitigar as consequências fatais da reemergência bacteriana.