HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: DETERMINANTES DO CONTROLE INADEQUADO SOB A PERSPECTIVA DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Autores

  • Lorena de Fátima Freitas de Lima Autor
  • Paula Simone Arruda de Freitas Autor
  • Julia Buosi Autor
  • Igor Leão Martins Autor
  • Pedro Henrique de Souza Figueiredo Autor
  • Ana Paula Silveira Marcondes Fernandes de Deus Autor
  • Laís Duran Gomes Autor
  • Millene Vieira Maruo Autor
  • Eduardo Berti Alvizi Autor
  • Maria Clara Alves Santos Autor
  • Marcelo Augusto Gomes de Melo Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/MedCientifica-135

Palavras-chave:

Hipertensão Arterial, Atenção Primária, Controle Pressórico, Saúde Pública, Doença Crônica

Resumo

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) constitui um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, sendo responsável por elevada morbimortalidade em nível global. Apesar da ampla disponibilidade de diagnóstico e tratamento, o controle pressórico permanece inadequado em grande parte dos pacientes, especialmente no contexto da atenção primária à saúde. O presente estudo tem como objetivo analisar os determinantes do controle inadequado da HAS sob a perspectiva da atenção primária, considerando fatores clínicos, sociais e estruturais. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada em diretrizes nacionais e internacionais e em estudos epidemiológicos relevantes. Os achados demonstram que a prevalência de HAS atinge aproximadamente 30% da população adulta, podendo ultrapassar 60% em idosos. No entanto, menos de 50% dos indivíduos hipertensos apresentam controle adequado da pressão arterial, mesmo em cenários com acesso a tratamento. Observa-se que fatores como baixa adesão terapêutica, polifarmácia, dificuldades de acesso aos serviços de saúde e determinantes sociais, como baixa escolaridade e renda, influenciam diretamente esse cenário. Além disso, a atenção primária enfrenta desafios relacionados à continuidade do cuidado, acompanhamento longitudinal e educação em saúde, o que impacta negativamente o controle da doença. Conclui-se que o controle inadequado da HAS não se restringe a aspectos individuais, mas reflete limitações estruturais e organizacionais dos sistemas de saúde, sendo necessária a adoção de estratégias integradas e centradas no paciente.

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Publicado

2026-04-09

Como Citar

de Lima, L. de F. F. . ., de Freitas, P. S. A. ., Buosi, J. ., Martins, I. L. ., Figueiredo, P. H. de S. ., de Deus, A. P. S. M. F. ., Gomes, L. D. ., Maruo, M. V. ., Alvizi, E. B. ., Santos, M. C. A. ., & de Melo, M. A. G. . (2026). HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: DETERMINANTES DO CONTROLE INADEQUADO SOB A PERSPECTIVA DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE. Anais Eventos. https://doi.org/10.56238/MedCientifica-135