“O PÚBLICO E O PRIVADO” DA JUSTIÇA DISTRIBUTIVA: UMA CRÍTICA FEMINISTA À TEORIA DE JOHN RAWLS
DOI:
https://doi.org/10.56238/MultiCientifica-117Palavras-chave:
Justiça, Critica Feminista, Teoria de Jhon RawlsResumo
Objetivo: Analisar e criticar a Teoria da Justiça de John Rawls a partir de uma perspectiva feminista, explorando suas limitações e lacunas no tratamento das questões de gênero. Metodologia: Foi utilizada a metodologia de revisão bibliográfica, baseada em pesquisas a partir de literatura acadêmica, incluindo revistas científicas, livros, manuais, tratados, publicações acadêmicas e materiais disponíveis na internet. A coleta de dados envolveu leitura exploratória, seletiva e analítica das obras selecionadas. Resultados: A análise revelou que a Teoria da Justiça de Rawls, apesar de sua robustez teórica, apresenta limitações significativas em relação à justiça de gênero. Críticas feministas destacam que a teoria não aborda adequadamente as desigualdades estruturais que afetam as mulheres, especialmente no que diz respeito à divisão sexual do trabalho e à invisibilidade do trabalho doméstico e de cuidado. Além disso, a abordagem rawlsiana não considera suficientemente as interseções de gênero com outras formas de opressão, como raça e classe. Conclusão: A crítica feminista sugere que para ser verdadeiramente inclusiva, a teoria da justiça deve reconhecer e valorizar as contribuições das mulheres na esfera doméstica e abordar as relações de poder e representação. Incorporar essas críticas pode enriquecer a teoria de Rawls, promovendo uma justiça mais equitativa e abrangente.