NEUROCIÊNCIA E FORMAÇÃO DOCENTE: CONTRIBUIÇÕES PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM
DOI:
https://doi.org/10.56238/IICONEDUCA-015Palabras clave:
Educação, Neurociências, Práticas PedagógicasResumen
Diante dos desafios contemporâneos da educação, e da necessidade de práticas pedagógicas baseadas em evidências científicas, conhecer como ocorrem os processos de desenvolvimento e de aprendizagem, tem sido um grande desafio. Nesse sentido, a Neurociência apresenta seus avanços, contribuindo de forma expressiva para a educação. Parte-se do pressuposto de que aprender envolve a integração entre processos cognitivos, emocionais e biológicos, sendo a aprendizagem resultado do funcionamento cerebral articulado à atenção, memória, emoção e funções executivas, aspectos centrais para o ensinar e o aprender. Nesse sentido, este estudo objetiva analisar as contribuições da neurociência no processo de ensino e aprendizagem, com foco nos cursos de formação docente (formação inicial - Licenciatura em Pedagogia). Trata sobre uma pesquisa qualitativa, desenvolvida por meio de um estudo analítico-integrativo, em que foi realizada a análise de conteúdo de artigos, livros e documentos legais, como a Resolução CNE/CP nº 4/2024 e os Projetos Pedagógicos dos Cursos. Assim, tem-se uma amostra de duas Universidades Públicas (Universidade de Brasília – UnB, e Universidade Federal do Piauí – UFPI). A partir das análises conclui-se que a integração sistematizada entre Neurociência e Educação é indispensável para qualificar práticas pedagógicas e promover uma formação docente reflexiva, inclusiva e fundamentada em evidências. No entanto, constatou-se a partir dos planos de cursos analisados, que essas instituições investigadas não ofertam uma disciplina específica para a área de Neurociência, como um componente curricular. Todavia, os cursos possuem algumas disciplinas que têm relações, semelhanças ou conteúdos complementares aos conhecimentos trabalhados pela Neurociência.