SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS: IMPLICAÇÕES METABÓLICAS E DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO CLÍNICO
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-140Palabras clave:
Síndrome dos Ovários Policísticos, Resistência à Insulina, Hiperandrogenismo, Diagnóstico, Saúde da MulherResumen
A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma das endocrinopatias mais comuns em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e alterações morfológicas ovarianas. Além das manifestações reprodutivas, a SOP apresenta forte associação com distúrbios metabólicos, como resistência à insulina, obesidade e aumento do risco cardiovascular. O presente estudo tem como objetivo analisar as implicações metabólicas da SOP e os principais desafios relacionados ao seu diagnóstico clínico. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada em diretrizes internacionais e estudos relevantes. Os achados demonstram que a SOP afeta aproximadamente 6% a 10% das mulheres em idade reprodutiva, podendo alcançar prevalências ainda maiores dependendo dos critérios diagnósticos utilizados. A resistência à insulina está presente em até 70% dos casos, mesmo em mulheres com peso normal, contribuindo para hiperinsulinemia compensatória e agravamento do hiperandrogenismo. Além disso, observa-se maior prevalência de síndrome metabólica, diabetes mellitus tipo 2 e dislipidemias nessas pacientes. O diagnóstico da SOP permanece desafiador devido à heterogeneidade clínica da doença e à necessidade de exclusão de outras condições. Os critérios de Rotterdam, amplamente utilizados, exigem a presença de pelo menos dois dos seguintes achados: disfunção ovulatória, hiperandrogenismo clínico ou laboratorial e ovários policísticos ao ultrassom. Conclui-se que a SOP deve ser reconhecida não apenas como uma condição reprodutiva, mas também como uma doença metabólica de impacto significativo, sendo fundamental o diagnóstico precoce e a abordagem multidisciplinar para redução de complicações a longo prazo.