DIAGNÓSTICO CLÍNICO E LABORATORIAL DA TRICOMONÍASE: CRITÉRIOS DE IDENTIFICAÇÃO E TESTES DE ESCOLHA
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-107Palabras clave:
Trichomonas vaginalis, Tricomoníase, Mulheres, Infecção Sexualmente TransmissívelResumen
A Trichomonas vaginalis, agente etiológico da tricomoníase, persiste como a infecção sexualmente transmissível não viral de maior prevalência global, tendo a região Africana consistentemente reportando as maiores taxas de predominância, frequentemente excedendo 10% em populações vulneráveis. Esta parasitose ultrapassa a morbidade local ao demonstrar notória associação com a aquisição e transmissão do HIV e a desfechos obstétricos adversos, como o trabalho de parto prematuro. Em pacientes do sexo feminino, o espectro sintomático abrange corrimento vaginal, dispareunia, disúria e prurido vulvar, enquanto no masculino apresenta-se assintomático. O diagnóstico evoluiu significativamente; a microscopia a fresco cede espaço aos Testes de Amplificação de Ácido Nucleico (NAATs), que oferecem sensibilidade superior (>95%) e permitem a detecção de infecções assintomáticas cruciais para o controle da transmissão. Em linha com as evidências recentes, as diretrizes do CDC (2021) redefiniram o tratamento feminino para metronidazol por sete dias, reconhecendo a ineficácia relativa da dose única de 2g, que, contudo, se mantém para o manejo masculino. A crescente notificação de resistência aos nitroimidazóis especialmente em regiões com alta carga da doença e à necessidade de tratar parceiros masculinos assintomáticos, impõe a urgência de programas aprimorados de rastreio e implementação de terapias alternativas, visando a redução da morbidade associada a esta parasitose.