BRINCAR, CONVIVER E RESPEITAR: ESTRATÉGIAS LÚDICOPEDAGÓGICAS NA EDUCAÇÃO SEXUAL INFANTIL COMO INSTRUMENTO DE SOCIALIZAÇÃO E PROTEÇÃO DE DIREITOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/IICONEDUCA-020Keywords:
Educação Sexual Infantil, Ludicidade, Sociologia da Infância, Habitus, Direitos da CriançaAbstract
A educação sexual na primeira infância constitui-se como uma temática de grande relevância no contexto educacional contemporâneo, especialmente diante dos desafios relacionados à proteção integral da criança e à formação de sujeitos conscientes de seus direitos. Este artigo tem como objetivo analisar o papel das estratégias lúdico-pedagógicas no desenvolvimento da educação sexual infantil, considerando sua contribuição para a socialização, construção da autonomia e prevenção de violências. A pesquisa fundamenta-se em uma abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica, ancorada em autores da sociologia da infância, da educação e das políticas públicas de proteção à criança. Parte-se do pressuposto de que a educação sexual, quando desenvolvida de forma adequada à faixa etária, ultrapassa a dimensão biológica e incorpora aspectos emocionais, sociais e culturais, promovendo o respeito ao próprio corpo e ao outro. Nesse sentido, o brincar emerge como ferramenta pedagógica essencial, possibilitando a construção de conhecimentos de forma significativa e acessível às crianças. Além disso, a articulação entre educação sexual e defesa de direitos revela-se fundamental no enfrentamento da violência sexual infantil, sobretudo em contextos em que o abuso ocorre no ambiente familiar. O estudo também dialoga com conceitos da sociologia da infância, que compreende a criança como sujeito ativo, e com a noção de habitus, proposta por Pierre Bourdieu, para explicar como disposições sociais influenciam práticas e percepções desde a infância. Os resultados apontam que a inserção de práticas lúdicas no ensino da sexualidade contribui para o desenvolvimento emocional, para o fortalecimento de vínculos e para a construção de uma cultura de proteção. Conclui-se que a educação sexual infantil, mediada por abordagens pedagógicas sensíveis e estruturadas, é uma ferramenta indispensável para a formação integral da criança e para a promoção de uma sociedade mais justa e consciente.