DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME DO DESCONFORTO RESPIRATÓRIO AGUDO
DOI:
https://doi.org/10.56238/IIMedCientifica-010Keywords:
Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), Diagnóstico, Definição de Berlim, Ultrassonografia Pulmonar (POCUS), Subfenótipos Biológicos, Ventilação ProtetivaAbstract
A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é uma forma grave de insuficiência respiratória hipoxêmica, caracterizada por alta taxa de mortalidade (cerca de 40%) e subnotificação diagnóstica. Esta revisão bibliográfica narrativa, realizada na base de dados PubMed com foco em "Acute Respiratory Distress Syndrome" e "Diagnosis", objetivou sintetizar as evidências científicas recentes sobre o tema. O padrão-ouro para o diagnóstico clínico permanece sendo a Definição de Berlim, que estabelece pilares como o início agudo, opacidades bilaterais e hipoxemia definida pela relação $\text{PaO}_2/\text{FiO}_2 \le 300$ mmHg. No entanto, observou-se uma evolução nos critérios para aumentar a sensibilidade diagnóstica, incluindo a incorporação da relação $\text{SpO}_2/\text{FiO}_2$ e o uso da ultrassonografia pulmonar (POCUS), que demonstra alta sensibilidade (até 92%) na identificação de opacidades. Além da identificação clínica, o estudo ressaltou a importância da diferenciação de subfenótipos biológicos (hiperinflamatório e hipoinflamatório), apoiada por biomarcadores como IL-6, sRAGE e Angiopoietina-2. Essa distinção é crucial para determinar o prognóstico e personalizar as intervenções terapêuticas, como a titulação da PEEP. Ferramentas avançadas de imagem, como a Tomografia Computadorizada (TC) e a Tomografia de Impedância Elétrica (EIT), são essenciais para monitorização dinâmica e ventilação protetiva, que se baseia em baixo volume corrente e PEEP adequada. Conclui-se que o futuro do manejo da SDRA caminha para a medicina de precisão, integrando dados ômicos, biomarcadores e ferramentas de imagem à beira do leito aos critérios diagnósticos clássicos para otimizar as terapias.