OBESIDADE: RELAÇÃO ENTRE INFLAMAÇÃO CRÔNICA, RESISTÊNCIA À INSULINA E RISCO CARDIOMETABÓLICO
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-137Keywords:
Obesidade, Inflamação, Resistência à Insulina, Síndrome Metabólica, Risco CardiovascularAbstract
A obesidade é uma doença crônica multifatorial caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo, associada a importantes alterações metabólicas e aumento do risco de doenças cardiovasculares. Nas últimas décadas, sua prevalência tem crescido de forma significativa, sendo considerada um dos principais problemas de saúde pública mundial. Estima-se que mais de 650 milhões de adultos sejam obesos, correspondendo a cerca de 13% da população global, com tendência crescente. O presente estudo tem como objetivo analisar a relação entre obesidade, inflamação crônica de baixo grau, resistência à insulina e risco cardiometabólico. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada em estudos experimentais e clínicos relevantes. Os achados demonstram que o tecido adiposo, especialmente o visceral, atua como órgão metabolicamente ativo, liberando citocinas pró-inflamatórias, como TNF-α, IL-6 e proteína C reativa (PCR), que contribuem para um estado inflamatório crônico de baixo grau. Esse processo está diretamente associado à resistência à insulina, presente em grande parte dos indivíduos obesos, favorecendo o desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2. Além disso, a obesidade está relacionada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, incluindo hipertensão arterial, dislipidemia e aterosclerose. Indivíduos obesos apresentam maior probabilidade de desenvolver síndrome metabólica, com impacto significativo na morbimortalidade. Conclui-se que a obesidade envolve mecanismos fisiopatológicos complexos, destacando-se a inflamação crônica e a resistência à insulina como fatores centrais na gênese do risco cardiometabólico, sendo fundamental a adoção de estratégias integradas de prevenção e manejo.