CANETAS EMAGRECEDORAS NA PRÁTICA CLÍNICA: ANÁLISE DAS EVIDÊNCIAS SOBRE TIRZEPATIDA E SEMAGLUTIDA NO MANEJO DA OBESIDADE
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-131Keywords:
Obesidade, Tirzepatida, Semaglutida, Agonistas do Receptor de GLP-1, Manejo ClínicoAbstract
A obesidade é reconhecida atualmente como uma doença crônica multifatorial, associada a importante aumento de morbimortalidade cardiovascular, metabólica e inflamatória. Nos últimos anos, o avanço da farmacoterapia trouxe novas possibilidades terapêuticas, com destaque para os agonistas do receptor de GLP-1 e, mais recentemente, para a tirzepatida, um agonista duplo de GIP e GLP-1. Esses medicamentos, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, passaram a ocupar papel central no manejo clínico da obesidade, especialmente em indivíduos com falha na resposta às intervenções de mudança de estilo de vida isoladamente. O presente trabalho tem como objetivo analisar as principais evidências científicas relacionadas à eficácia e segurança da semaglutida e da tirzepatida no tratamento da obesidade. Trata-se de uma revisão narrativa baseada em diretrizes brasileiras atualizadas e ensaios clínicos internacionais de grande relevância. Os estudos analisados demonstram que tanto a semaglutida quanto a tirzepatida promovem reduções significativas do peso corporal, com melhora concomitante de parâmetros metabólicos como glicemia, pressão arterial e perfil lipídico. Ensaios clínicos recentes evidenciam perdas ponderais superiores a 10% do peso inicial, podendo ultrapassar 20% em esquemas com tirzepatida em doses mais elevadas. Além da perda de peso, há evidências consistentes de benefício cardiovascular, especialmente com a semaglutida. Os efeitos adversos mais comuns são gastrointestinais, geralmente leves a moderados e transitórios. Conclui-se que as chamadas “canetas emagrecedoras” representam avanço relevante no tratamento da obesidade, sobretudo quando inseridas em abordagem multidisciplinar e individualizada. Entretanto, o uso deve ser criterioso, com indicação adequada e acompanhamento contínuo, considerando o caráter crônico da doença e a possibilidade de reganho ponderal após suspensão do tratamento.