DIAGNÓSTICO CLÍNICO DA POLINEUROPATIA DIABÉTICA: CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-105Palabras clave:
Polineuropatia Diabética, Diabetes mellitus, Diagnóstico, Fibras Nervosas, Triagem, TratamentoResumen
A polineuropatia diabética (PND) é uma complicação crônica altamente prevalente do diabetes mellitus, com estimativas de que afete mais de 50% dos pacientes ao longo da vida, muitas vezes permanecendo assintomática nas fases iniciais. Clinicamente definida pela disfunção nervosa periférica após a exclusão de outras etiologias, a forma mais comum é a polineuropatia distal simétrica. Esta revisão narrativa objetivou sintetizar as evidências atuais sobre o diagnóstico clínico e critérios de avaliação da PND. A patogênese é multifatorial, associada a disfunções metabólicas, hiperglicemia crônica, inflamação e danos oxidativos que resultam em lesão axonal. O diagnóstico precoce é fundamental para a prevenção de úlceras nos pés e amputações. A triagem anual é recomendada para todos os pacientes com diabetes, sendo o diagnóstico eminentemente clínico e de exclusão. A avaliação das fibras nervosas é essencial, utilizando o monofilamento de 10g e o diapasão de 128 Hz para fibras grossas, e o teste de temperatura e pin-prick para fibras finas. O tratamento foca no controle glicêmico rigoroso e na redução de fatores de risco cardiovasculares, sendo complementado pelo manejo sintomático da dor neuropática, com o uso de antidepressivos (duloxetina, amitriptilina), anticonvulsivantes (pregabalina, gabapentina) e terapias não farmacológicas (TENS, rTMS). A PND exige uma abordagem diagnóstica padronizada e um manejo multidisciplinar para mitigar suas consequências debilitantes e reduzir a morbidade.