DIAGNÓSTICO CLÍNICO DA SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON (SSJ): CRITÉRIOS DE IDENTIFICAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-103Keywords:
Síndrome de Stevens-Johnson, Necrólise Epidérmica Tóxica, Diagnóstico, Manejo Terapêutico, SCORTENAbstract
A Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) representam o espectro mais grave das reações adversas cutâneas, sendo patologias raras, mas com alta taxa de morbidade e mortalidade. Caracterizadas por extensa necrose e descolamento da epiderme, são classificadas pela extensão do acometimento da superfície corporal total (SCT): SSJ (<10% SCT), NET (>30% SCT) e sobreposição SSJ/NET (10-30% SCT). Embora frequentemente desencadeadas por medicamentos (como anticonvulsivantes, alopurinol e certos antibióticos), infecções também são citadas como fatores patogênicos. A SSJ é classificada como uma reação de hipersensibilidade tipo IV mediada por células T. O quadro clínico inicial mimetiza uma síndrome gripal, evoluindo para máculas eritematosas dolorosas e sinal de Nikolsky positivo, com envolvimento mucoso em mais de 90% dos casos. O diagnóstico precoce é crucial e o escore SCORTEN é utilizado para predizer o prognóstico. O manejo terapêutico tem como pilares a interrupção imediata do agente causal e o tratamento de suporte em unidades especializadas. Terapias sistêmicas, como ciclosporina, imunoglobulina intravenosa (IVIg) e corticosteroides, permanecem em debate, mas evidências recentes sugerem benefícios da ciclosporina e de inibidores de TNF-α no controle da progressão. Conclui-se que a abordagem multidisciplinar e a atualização contínua dos protocolos são essenciais para reduzir desfechos desfavoráveis.