POLIFARMÁCIA E ADESÃO TERAPÊUTICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: REVISÃO DE ESCOPO
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-089Keywords:
Polifarmácia, Aderência à Medicação, Atenção Primária à Saúde, Qualidade de Vida, Adulto JovemAbstract
Considerando o crescimento da polifarmácia na Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente entre adultos com condições crônicas, e seus impactos na adesão terapêutica, torna-se fundamental compreender os fatores que interferem nesse processo. Objetiva-se mapear e discutir criticamente as evidências científicas acerca dos fatores relacionados à polifarmácia que influenciam a adesão terapêutica e suas implicações para a qualidade de vida de adultos atendidos na APS. Para tanto, procede-se a uma revisão de escopo, conduzida conforme as recomendações do Joanna Briggs Institute e do checklist PRISMA-ScR, com buscas realizadas em seis bases de dados nacionais e internacionais até junho de 2025. Foram incluídos estudos publicados em português, inglês ou espanhol que abordassem a temática no contexto da APS. Desse modo, observa-se que a adesão terapêutica é influenciada por determinantes individuais, sociais, organizacionais e relacionados à terapia, destacando-se a complexidade do regime medicamentoso, o esquecimento, o baixo apoio social, falhas na comunicação profissional–paciente e limitações estruturais dos serviços de saúde. Intervenções multiprofissionais, acompanhamento farmacoterapêutico e o uso de tecnologias de apoio à decisão apresentaram potencial para melhorar a adesão, porém com resultados heterogêneos e fortemente dependentes do contexto assistencial. O que permite concluir que a promoção da adesão terapêutica em pacientes com polifarmácia na APS requer abordagens integradas, contínuas e centradas no usuário, capazes de fortalecer o uso racional de medicamentos, a segurança do cuidado e a qualidade de vida no âmbito do Sistema Único de Saúde.