USO DO CANABIDIOL COMO ADJUVANTE NO TRATAMENTO DA DOR INFLAMATÓRIA PÓS-CHIKUNGUNYA
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-100Palavras-chave:
Chikungunya, Dor Inflamatória, Canabidiol, Terapia Adjuvante, Revisão NarrativaResumo
A infecção pelo vírus Chikungunya está associada, em uma parcela significativa dos indivíduos acometidos, ao desenvolvimento de dor musculoesquelética persistente de caráter inflamatório, com impacto negativo na funcionalidade e na qualidade de vida. As abordagens terapêuticas convencionais utilizadas no manejo dessa condição apresentam eficácia limitada a longo prazo, o que tem motivado a investigação de terapias adjuvantes capazes de modular a resposta inflamatória subjacente. Nesse contexto, o canabidiol tem despertado interesse científico devido às suas propriedades analgésicas e anti-inflamatórias descritas em diferentes modelos de dor inflamatória e artrítica. O presente estudo teve como objetivo analisar criticamente as evidências científicas disponíveis sobre o uso do canabidiol como terapia adjuvante no tratamento da dor inflamatória persistente associada à infecção pelo vírus Chikungunya. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, caracterizado como um levantamento bibliográfico de caráter narrativo e analítico, realizado a partir de buscas nas bases de dados PubMed, SciELO e ScienceDirect, contemplando publicações dos últimos dez anos. Os resultados indicam que, embora não existam estudos clínicos específicos avaliando o uso do canabidiol na dor inflamatória pós-Chikungunya, evidências provenientes de outras condições inflamatórias crônicas demonstram efeitos analgésicos e anti-inflamatórios consistentes, sustentando sua plausibilidade biológica como terapia adjuvante. Conclui-se que o canabidiol apresenta potencial terapêutico no manejo da dor inflamatória persistente, entretanto sua aplicação clínica nesse contexto específico deve ser interpretada com cautela, sendo necessária a realização de ensaios clínicos bem delineados para confirmar sua eficácia e segurança.