GLIOBLASTOMA: ESTRATÉGIAS DIAGNÓSTICAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-093Keywords:
Glioblastoma, Diagnóstico Molecular, Ressonância Magnética, Isocitrato Desidrogenase, Biópsia Líquida, BiomarcadoresAbstract
O glioblastoma (GBM) é a neoplasia cerebral primária mais agressiva em adultos, caracterizada por um comportamento infiltrativo e prognóstico reservado. A evolução das estratégias diagnósticas reflete a transição de um modelo puramente histopatológico para a integração de critérios moleculares, consolidada pela Classificação da OMS de 2021. Esta revisão narrativa analisa as evidências científicas recentes sobre as ferramentas de diagnóstico e monitoramento do GBM. A Ressonância Magnética (RM) com contraste permanece como o padrão-ouro para avaliação estrutural, enquanto técnicas de fluorescência intraoperatória, como o 5-ALA, otimizam a ressecção cirúrgica. No âmbito molecular, a caracterização do status da isocitrato desidrogenase (IDH-selvagem), mutações no promotor TERT, amplificação de EGFR e o status de metilação do promotor MGMT são indispensáveis para a estratificação diagnóstica e preditiva. O estudo discute ainda fronteiras emergentes, como a biópsia líquida por cfDNA e a análise de célula única, que visam superar os desafios da heterogeneidade intratumoral e da diferenciação entre progressão e pseudoprogressão. Conclui-se que o refinamento diagnóstico é o pilar central para a implementação de terapias personalizadas e para a gestão adaptativa da recorrência.