REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA: CIRURGIA ORTOGNÁTICA E NOVAS TÉCNICAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-085Keywords:
Cirurgia Ortognática, Cirurgia Assistida por Computador, Impressão 3D, Planejamento Cirúrgico VirtualAbstract
Introdução: A cirurgia ortognática passou por uma significativa evolução tecnológica. Ferramentas digitais como o planejamento cirúrgico virtual (PCV), a impressão tridimensional (3D) e o desenho/manufatura assistidos por computador (CAD/CAM) tornaram-se centrais na especialidade, prometendo maior precisão e previsibilidade. Objetivo: Sintetizar as evidências científicas sobre as novas técnicas em cirurgia ortognática, avaliando suas metodologias, desfechos clínicos, acurácia e limitações. Métodos: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados PubMed/MEDLINE, ScienceDirect e PMC. A busca incluiu artigos publicados nos últimos 20 anos com os descritores "orthognathic surgery", "virtual surgical planning", "3D printing", "computer-aided surgery" e "surgery-first approach". Foram selecionados 22 artigos, entre revisões, estudos prospectivos e revisões sistemáticas. A análise focou na descrição das novas técnicas, desfechos clínicos e qualidade metodológica, com uma avaliação qualitativa do nível de evidência. Resultados: As principais inovações identificadas foram o PCV, guias cirúrgicos e placas customizadas impressas em 3D, a abordagem surgery-first, a piezocirurgia e a navegação intraoperatória. As evidências indicam que essas tecnologias aumentam a acurácia cirúrgica, reduzem o tempo operatório e permitem resultados previsíveis. O PCV apresenta desvios lineares médios de aproximadamente 1,0-1,5 mm. A abordagem surgery-first reduz o tempo total de tratamento. Contudo, persistem limitações como a curva de aprendizado, o alto custo e os desafios na predição de tecidos moles. Conclusão: As novas técnicas em cirurgia ortognática, especialmente as baseadas em fluxos de trabalho digitais, representam um avanço significativo sobre os métodos convencionais, oferecendo maior precisão e eficiência. Apesar dos resultados promissores, são necessários mais ensaios clínicos randomizados para estabelecer um maior nível de evidência e padronizar os protocolos.