DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME DO DESCONFORTO RESPIRATÓRIO AGUDO

Autores

  • Danielle Cássia Fernandes de Oliveira Autor
  • Mirelly Nawanne Vasconcelos Guimarães Autor
  • Ryan Gabriel Viana Santos Autor
  • Clara Leticia Schmitt Gurgacz Autor
  • Leonardo dos Santos Döbele Autor
  • Camila Mendes Pêgo Autor
  • Dieter Schumacher Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/IIMedCientifica-010

Palavras-chave:

Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), Diagnóstico, Definição de Berlim, Ultrassonografia Pulmonar (POCUS), Subfenótipos Biológicos, Ventilação Protetiva

Resumo

A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é uma forma grave de insuficiência respiratória hipoxêmica, caracterizada por alta taxa de mortalidade (cerca de 40%) e subnotificação diagnóstica. Esta revisão bibliográfica narrativa, realizada na base de dados PubMed com foco em "Acute Respiratory Distress Syndrome" e "Diagnosis", objetivou sintetizar as evidências científicas recentes sobre o tema. O padrão-ouro para o diagnóstico clínico permanece sendo a Definição de Berlim, que estabelece pilares como o início agudo, opacidades bilaterais e hipoxemia definida pela relação $\text{PaO}_2/\text{FiO}_2 \le 300$ mmHg. No entanto, observou-se uma evolução nos critérios para aumentar a sensibilidade diagnóstica, incluindo a incorporação da relação $\text{SpO}_2/\text{FiO}_2$ e o uso da ultrassonografia pulmonar (POCUS), que demonstra alta sensibilidade (até 92%) na identificação de opacidades. Além da identificação clínica, o estudo ressaltou a importância da diferenciação de subfenótipos biológicos (hiperinflamatório e hipoinflamatório), apoiada por biomarcadores como IL-6, sRAGE e Angiopoietina-2. Essa distinção é crucial para determinar o prognóstico e personalizar as intervenções terapêuticas, como a titulação da PEEP. Ferramentas avançadas de imagem, como a Tomografia Computadorizada (TC) e a Tomografia de Impedância Elétrica (EIT), são essenciais para monitorização dinâmica e ventilação protetiva, que se baseia em baixo volume corrente e PEEP adequada. Conclui-se que o futuro do manejo da SDRA caminha para a medicina de precisão, integrando dados ômicos, biomarcadores e ferramentas de imagem à beira do leito aos critérios diagnósticos clássicos para otimizar as terapias.

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Publicado

2026-04-27

Como Citar

de Oliveira, D. C. F. ., Guimarães, M. N. V. ., Santos, R. G. V. ., Gurgacz, C. L. S. ., Döbele, L. dos S. ., Pêgo, C. M. ., & Schumacher, D. . (2026). DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME DO DESCONFORTO RESPIRATÓRIO AGUDO. Anais Eventos. https://doi.org/10.56238/IIMedCientifica-010