OBESIDADE: RELAÇÃO ENTRE INFLAMAÇÃO CRÔNICA, RESISTÊNCIA À INSULINA E RISCO CARDIOMETABÓLICO

Autores/as

  • Lorena de Fátima Freitas de Lima Autor/a
  • Paula Simone Arruda de Freitas Autor/a
  • Julia Buosi Autor/a
  • Igor Leão Martins Autor/a
  • Pedro Henrique de Souza Figueiredo Autor/a
  • Ana Paula Silveira Marcondes Fernandes de Deus Autor/a
  • Laís Duran Gomes Autor/a
  • Millene Vieira Maruo Autor/a
  • Eduardo Berti Alvizi Autor/a
  • Maria Clara Alves Santos Autor/a
  • Marcelo Augusto Gomes de Melo Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.56238/MedCientifica-137

Palabras clave:

Obesidade, Inflamação, Resistência à Insulina, Síndrome Metabólica, Risco Cardiovascular

Resumen

A obesidade é uma doença crônica multifatorial caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo, associada a importantes alterações metabólicas e aumento do risco de doenças cardiovasculares. Nas últimas décadas, sua prevalência tem crescido de forma significativa, sendo considerada um dos principais problemas de saúde pública mundial. Estima-se que mais de 650 milhões de adultos sejam obesos, correspondendo a cerca de 13% da população global, com tendência crescente. O presente estudo tem como objetivo analisar a relação entre obesidade, inflamação crônica de baixo grau, resistência à insulina e risco cardiometabólico. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada em estudos experimentais e clínicos relevantes. Os achados demonstram que o tecido adiposo, especialmente o visceral, atua como órgão metabolicamente ativo, liberando citocinas pró-inflamatórias, como TNF-α, IL-6 e proteína C reativa (PCR), que contribuem para um estado inflamatório crônico de baixo grau. Esse processo está diretamente associado à resistência à insulina, presente em grande parte dos indivíduos obesos, favorecendo o desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2. Além disso, a obesidade está relacionada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, incluindo hipertensão arterial, dislipidemia e aterosclerose. Indivíduos obesos apresentam maior probabilidade de desenvolver síndrome metabólica, com impacto significativo na morbimortalidade. Conclui-se que a obesidade envolve mecanismos fisiopatológicos complexos, destacando-se a inflamação crônica e a resistência à insulina como fatores centrais na gênese do risco cardiometabólico, sendo fundamental a adoção de estratégias integradas de prevenção e manejo.

Publicado

2026-04-09

Cómo citar

de Lima, L. de F. F. . ., de Freitas, P. S. A. ., Buosi, J. ., Martins, I. L. ., Figueiredo, P. H. de S. ., de Deus, A. P. S. M. F. ., Gomes, L. D. ., Maruo, M. V. ., Alvizi, E. B. ., Santos, M. C. A. ., & de Melo, M. A. G. . (2026). OBESIDADE: RELAÇÃO ENTRE INFLAMAÇÃO CRÔNICA, RESISTÊNCIA À INSULINA E RISCO CARDIOMETABÓLICO. Anais Eventos. https://doi.org/10.56238/MedCientifica-137