HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: DETERMINANTES DO CONTROLE INADEQUADO SOB A PERSPECTIVA DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-135Palavras-chave:
Hipertensão Arterial, Atenção Primária, Controle Pressórico, Saúde Pública, Doença CrônicaResumo
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) constitui um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, sendo responsável por elevada morbimortalidade em nível global. Apesar da ampla disponibilidade de diagnóstico e tratamento, o controle pressórico permanece inadequado em grande parte dos pacientes, especialmente no contexto da atenção primária à saúde. O presente estudo tem como objetivo analisar os determinantes do controle inadequado da HAS sob a perspectiva da atenção primária, considerando fatores clínicos, sociais e estruturais. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada em diretrizes nacionais e internacionais e em estudos epidemiológicos relevantes. Os achados demonstram que a prevalência de HAS atinge aproximadamente 30% da população adulta, podendo ultrapassar 60% em idosos. No entanto, menos de 50% dos indivíduos hipertensos apresentam controle adequado da pressão arterial, mesmo em cenários com acesso a tratamento. Observa-se que fatores como baixa adesão terapêutica, polifarmácia, dificuldades de acesso aos serviços de saúde e determinantes sociais, como baixa escolaridade e renda, influenciam diretamente esse cenário. Além disso, a atenção primária enfrenta desafios relacionados à continuidade do cuidado, acompanhamento longitudinal e educação em saúde, o que impacta negativamente o controle da doença. Conclui-se que o controle inadequado da HAS não se restringe a aspectos individuais, mas reflete limitações estruturais e organizacionais dos sistemas de saúde, sendo necessária a adoção de estratégias integradas e centradas no paciente.