FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM
DOI:
https://doi.org/10.56238/CONEDUCA-120Palavras-chave:
Ambientes Virtuais de Aprendizagem, Educação, Formação DocenteResumo
A incorporação de tecnologias digitais na formação docente ainda encontra barreiras estruturais e pedagógicas, especialmente quando se trata da utilização eficaz de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA). Apesar da expansão da modalidade de Educação a Distância (EaD) e do uso de AVAs em práticas formativas, muitos professores ainda não se sentem preparados para explorá-los de maneira significativa, comprometendo a qualidade do ensino e da aprendizagem. O presente estudo tem como objetivo ilustrar os desafios e possibilidades da formação de professores para o uso pedagógico de AVAs, destacando aspectos históricos, epistemológicos e metodológicos que perpassam essa formação na contemporaneidade. A metodologia adotada baseia-se em uma pesquisa de cunho qualitativo, com abordagem bibliográfica. O levantamento e análise de referências teóricas foi realizado a partir de produções científicas disponíveis em artigos publicados em periódicos nos últimos 15 anos e que abordam os AVAs e a formação docente, com atenção especial às contribuições que articulam tecnologias digitais e educação a distância. Os resultados indicam que a formação de professores para atuação em AVAs requer domínio técnico das ferramentas, mas, sobretudo, uma compreensão crítica e pedagógica sobre os processos de ensino e aprendizagem mediados pelas tecnologias. Observou-se a importância de políticas institucionais que valorizem a formação continuada, o acompanhamento docente e a construção de práticas colaborativas. Portanto, os AVAs representam um campo promissor, desde que o professor seja preparado para atuar de forma autônoma, reflexiva e inovadora nesses espaços digitais. Conclui-se que a formação de professores para atuar em AVAs requer mais do que domínio técnico, exige uma abordagem reflexiva, crítica e inovadora sobre o papel das tecnologias na mediação do conhecimento. Logo, a qualificação docente deve promover competências digitais e pedagógicas alinhadas aos princípios da educação contemporânea, contribuindo para uma prática educativa mais inclusiva, participativa e transformadora.