GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA E QUALIDADE SOCIAL DA EDUCAÇÃO: HORIZONTES DE PARTICIPAÇÃO, LIDERANÇA E TRANSFORMAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.56238/CONEDUCA-100Palavras-chave:
Gestão Escolar, Gestão Democrática, Liderança Educacional, Qualidade SocialResumo
A gestão escolar, no cenário contemporâneo, emerge como dimensão estratégica para a consolidação de uma escola pública comprometida com a qualidade social, a democracia e o desenvolvimento humano. Compreendê-la significa reconhecer que a escola não é apenas um espaço de transmissão de conteúdos, mas um organismo vivo, complexo e dinâmico, onde se articulam relações de poder, processos decisórios, participação coletiva e práticas pedagógicas orientadas para a formação cidadã. Assim, refletir sobre gestão escolar implica compreender que a liderança não se restringe ao cumprimento burocrático de normas, mas envolve a capacidade de mobilizar pessoas, organizar processos, promover ambientes colaborativos e garantir que a aprendizagem se torne o centro das ações educativas. O objetivo deste estudo é analisar como a gestão escolar democrática contribui para a construção de ambientes educativos mais participativos, inclusivos e comprometidos com a aprendizagem significativa. A metodologia adotada fundamentou-se em uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa, elaborada a partir das contribuições de Lück (2000), Lück et al. (2009), Souza (2009) e Paro (2007). Os atores permitiram compreender a gestão escolar como um campo que articula dimensões políticas, pedagógicas, administrativas e humanas, orientado pelo princípio da gestão democrática e pela necessidade de qualificar os processos escolares em sua totalidade. Os resultados da análise evidenciam que a gestão escolar democrática exige repensar a estrutura e o funcionamento da instituição para superar modelos hierarquizados, autoritários e centralizadores que ainda persistem na cultura escolar. A efetividade da gestão depende da participação ativa da comunidade, da clareza dos objetivos pedagógicos, da transparência na tomada de decisões e da valorização do trabalho coletivo. Conclui-se que as escolas que desenvolvem processos participativos, investem na formação de seus profissionais, organizam o trabalho de maneira integrada e assumem o aluno como centro da ação educacional tendem a alcançar melhores indicadores de qualidade. Além disso, torna-se evidente que a gestão escolar precisa assumir postura capaz de articular redes de colaboração, mobilizar recursos e fortalecer o Projeto Político-Pedagógico como instrumento vivo e democrático.