ÔMEGA-3 NA REDUÇÃO DO RISCO CARDIOMETABÓLICO EM PACIENTES COM DISLIPIDEMIA E SÍNDROME METABÓLICA: EVIDÊNCIAS CLÍNICAS ATUAIS
DOI:
https://doi.org/10.56238/IIMedCientifica-025Palabras clave:
Ômega-3, Dislipidemia, Síndrome Metabólica, Risco Cardiometabólico, EPA, DHAResumen
A síndrome metabólica e a dislipidemia configuram importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, representando um relevante problema de saúde pública mundial. Nesse contexto, os ácidos graxos poli-insaturados ômega-3, especialmente o ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosahexaenoico (DHA), vêm sendo amplamente investigados devido aos seus potenciais efeitos cardiometabólicos. O presente estudo teve como objetivo analisar criticamente as evidências clínicas atuais acerca da utilização do ômega-3 na redução do risco cardiometabólico em pacientes com dislipidemia e síndrome metabólica. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada a partir de artigos científicos publicados entre 2016 e 2025, indexados nas bases de dados PubMed/MEDLINE, SciELO e Scopus. Foram incluídos estudos originais, revisões sistemáticas, meta-análises e ensaios clínicos relacionados aos efeitos do ômega-3 sobre perfil lipídico, inflamação, resistência à insulina, função endotelial e risco cardiovascular. Os achados demonstraram resultados consistentes principalmente na redução dos níveis séricos de triglicerídeos, melhora parcial de marcadores inflamatórios e possível diminuição do risco cardiovascular residual. Entretanto, observou-se significativa heterogeneidade metodológica entre os estudos, incluindo diferenças nas doses administradas, formulações de EPA e DHA, tempo de suplementação e características das populações avaliadas. Além disso, os efeitos sobre resistência insulínica, glicemia e eventos cardiovasculares maiores ainda permanecem parcialmente controversos. Conclui-se que o ômega-3 apresenta potencial promissor como estratégia complementar no manejo da dislipidemia e da síndrome metabólica, especialmente no controle da hipertrigliceridemia e modulação inflamatória. Contudo, ainda são necessários estudos clínicos mais robustos e padronizados para definição mais precisa das indicações terapêuticas, doses ideais e formulações mais eficazes no contexto da prevenção cardiometabólica.