ALTERNATIVAS TERAPÊUTICAS EM PACIENTES HIPERTENSOS COM INTOLERÂNCIA À IECA/BRA: UMA REVISÃO DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.56238/IIMultiCientifica-053Palabras clave:
Intolerância, Alternativas Terapêuticas, Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina, Bloqueadores dos Receptores de Angiotensina IIResumen
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial definida clinicamente por níveis pressóricos elevados (PAS ≥ 130 mmHg e/ou PAD ≥ 80 mmHg). A HAS é classificada em estágio 1 (PAS 130-139 mmHg e/ou PAD 80-89 mmHg) e estágio 2 (PAS ≥ 140 mmHg e/ou PAD ≥ 90mmHg). O tratamento da HAS é multifatorial e inclui terapia medicamentosa e não medicamentosa.1,2 As principais classes medicamentosas incluem diuréticos tiazídicos, inibidores da enzima conversora de angiotensina II (IECAs), bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRAs) e bloqueadores dos canais de cálcio (BCCs). Alguns pacientes desenvolvem reações adversas aos medicamentos e precisam de alternativas terapêuticas.4 A intolerância aos inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e aos bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRA) pode ser definida como a ocorrência de efeitos adversos clinicamente relevantes que impedem a manutenção segura e contínua dessas terapias, exigindo sua suspensão definitiva. No caso dos IECA, os eventos mais frequentemente associados à intolerância incluem tosse seca persistente e angioedema, ambos relacionados, em grande parte, ao acúmulo de bradicinina decorrente da inibição da enzima conversora de angiotensina. Outras manifestações, como hipercalemia significativa e deterioração da função renal, também podem limitar o uso dessa classe, especialmente em pacientes com comorbidades associadas. Embora os BRA apresentem menor incidência desses efeitos adversos por não interferirem na degradação da bradicinina, casos de intolerância, incluindo angioedema, foram descritos, sugerindo a possibilidade, ainda que rara, de reação cruzada entre essas classes farmacológicas. Dessa forma, a identificação da intolerância requer avaliação clínica criteriosa, uma vez que sua presença influencia diretamente a escolha terapêutica e o manejo adequado da hipertensão arterial sistêmica.