RECONHECER SEM REDISTRIBUIR: QUESTÃO MAPUCHE SOB O GOVERNO BORIC
DOI:
https://doi.org/10.56238/IIMultiCientifica-041Palabras clave:
Questão Mapuche, Neoliberalismo Progressista, Multiculturalismo Neoliberal, Seletividade Racial-Colonial, SoberaniaResumen
Este artigo examina o tratamento estatal da questão Mapuche sob o governo de Gabriel Boric, no Chile, entre 2019 e 2025, a partir de três níveis analíticos: neoliberalismo progressista, multiculturalismo neoliberal e seletividade racial-colonial. O problema é explicar por que, em um ciclo marcado por linguagem transformadora e reabertura do debate constitucional, o reconhecimento da diferença avançou mais facilmente nos registros cultural, memorial e reparatório do que nos planos territorial, jurisdicional e soberano. Com base em análise bibliográfica e documental, o texto sustenta que a assimetria observada decorre de um filtro estatal historicamente sedimentado, que amplia a abertura quando a diferença pode ser tratada como mediação, memória e reparação gradual, e a restringe quando a demanda exige restituição territorial, poder decisório menos subordinado e repartição efetiva de autoridade.