ABORDAGEM TERAPÊUTICA E MANEJO CLÍNICO DO OVERTRAINING CARDIOVASCULAR EM ATLETAS

Autores/as

  • Fernando Malachias de Andrade Bergamo Autor/a
  • João Luiz Florio de Barros Monteiro Dias Rocha Autor/a
  • Vinicius Freire Linares Autor/a
  • Giovanna Camargo dos Santos Autor/a
  • Renata Cabredo Tohomazi Autor/a
  • Natália Nascimento Barbosa Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.56238/IIMedCientifica-014

Palabras clave:

Síndrome de Overtraining, Overtraining Cardiovascular, Baixa Disponibilidade Energética (LEA), Cintilografia MIBG

Resumen

A Síndrome de Overtraining (OTS) representa o desequilíbrio crônico entre o treinamento físico e a recuperação, resultando em fadiga prolongada e queda persistente no desempenho atlético. No sistema cardiovascular, a condição se manifesta por alterações autonômicas, como bradicardia sinusal extrema (< 40 bpm) e dessensibilização dos receptores beta-adrenérgicos cardíacos, limitando o débito cardíaco máximo. Este artigo objetivou realizar uma revisão narrativa sobre as abordagens terapêuticas e o manejo clínico do overtraining cardiovascular em atletas de alto rendimento. A pesquisa foi realizada na base de dados PubMed, utilizando os descritores "Overtraining Syndrome" AND "Cardiovascular System". Os resultados indicam que o diagnóstico exige parâmetros clínicos e exames de imagem funcional, como a cintilografia miocárdica com 123I-MIBG, que pode identificar o comprometimento da função neural simpática cardíaca. A OTS é uma condição sistêmica multifatorial associada a interações complexas entre os sistemas neurológico, endócrino e imunológico, envolvendo processos inflamatórios, estresse oxidativo e a Baixa Disponibilidade Energética (LEA). O manejo terapêutico primário e consolidado é o repouso absoluto prolongado (variando de semanas a meses), que demonstrou ser eficaz na restauração da homeostase autonômica. O tratamento eficaz também requer a interrupção imediata da carga de treino e a correção da LEA e do balanço energético. A prevenção, por meio da individualização da carga e do monitoramento integrado (incluindo a Variabilidade da Frequência Cardíaca - VFC), é considerada a abordagem mais eficaz.

Publicado

2026-05-07

Cómo citar

Bergamo, F. M. de A. ., Rocha, J. L. F. de B. M. D. ., Linares, V. F. ., dos Santos, G. C. ., Tohomazi, R. C. ., & Barbosa, N. N. . (2026). ABORDAGEM TERAPÊUTICA E MANEJO CLÍNICO DO OVERTRAINING CARDIOVASCULAR EM ATLETAS. Anais Eventos. https://doi.org/10.56238/IIMedCientifica-014