ABORDAGEM TERAPÊUTICA E MANEJO CLÍNICO DO OVERTRAINING CARDIOVASCULAR EM ATLETAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/IIMedCientifica-014Palabras clave:
Síndrome de Overtraining, Overtraining Cardiovascular, Baixa Disponibilidade Energética (LEA), Cintilografia MIBGResumen
A Síndrome de Overtraining (OTS) representa o desequilíbrio crônico entre o treinamento físico e a recuperação, resultando em fadiga prolongada e queda persistente no desempenho atlético. No sistema cardiovascular, a condição se manifesta por alterações autonômicas, como bradicardia sinusal extrema (< 40 bpm) e dessensibilização dos receptores beta-adrenérgicos cardíacos, limitando o débito cardíaco máximo. Este artigo objetivou realizar uma revisão narrativa sobre as abordagens terapêuticas e o manejo clínico do overtraining cardiovascular em atletas de alto rendimento. A pesquisa foi realizada na base de dados PubMed, utilizando os descritores "Overtraining Syndrome" AND "Cardiovascular System". Os resultados indicam que o diagnóstico exige parâmetros clínicos e exames de imagem funcional, como a cintilografia miocárdica com 123I-MIBG, que pode identificar o comprometimento da função neural simpática cardíaca. A OTS é uma condição sistêmica multifatorial associada a interações complexas entre os sistemas neurológico, endócrino e imunológico, envolvendo processos inflamatórios, estresse oxidativo e a Baixa Disponibilidade Energética (LEA). O manejo terapêutico primário e consolidado é o repouso absoluto prolongado (variando de semanas a meses), que demonstrou ser eficaz na restauração da homeostase autonômica. O tratamento eficaz também requer a interrupção imediata da carga de treino e a correção da LEA e do balanço energético. A prevenção, por meio da individualização da carga e do monitoramento integrado (incluindo a Variabilidade da Frequência Cardíaca - VFC), é considerada a abordagem mais eficaz.