INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO COM OCLUSÃO CORONARIANA SEM SUPRADESNIVELAMENTO DE SEGMENTO ST: UMA REVISÃO DE LITERATURA SISTEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.56238/IIMedCientifica-001Palavras-chave:
Infarto do Miocárdio, Oclusão Coronariana, Infarto do Miocárdio Sem Supradesnível do Segmento ST, EletrocardiografiaResumo
O paradigma atual de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), baseado na dicotomia STEMI/NSTEMI, falha em identificar cerca de 30% das oclusões coronarianas agudas (OCA) que não apresentam supradesnivelamento milimétrico do segmento ST. Objetivo: Analisar a literatura sobre o Infarto com Oclusão Miocárdica (OCA) sem supradesnivelamento do segmento ST, comparando sua morbimortalidade e critérios diagnósticos com o modelo tradicional. Metodologia: Revisão sistemática da literatura seguindo protocolo PRISMA nas bases PubMed e SciELO (2015-2026), utilizando os termos "Occlusion Myocardial Infarction", "NSTEMI" e "STEMI equivalents". Resultados: Foram incluídos estudos que demonstram que critérios de STEMI têm sensibilidade de apenas 43% a 62% para detectar oclusão aguda. Pacientes com OCA sem supra (OMI STEMI-negativo) sofrem atrasos significativos no cateterismo (mediana > 400 min vs. 41 min no STEMI) e apresentam mortalidade em 30 dias de 7,29%, estatisticamente superior aos pacientes sem oclusão. Novos padrões eletrocardiográficos (Aslanger, De Winter, Redemoinho Precordial) e inteligência artificial apresentam acurácia superior. Conclusão: A transição para o paradigma OCA/NOCA é urgente para mitigar o subtratamento de pacientes graves erroneamente classificados como baixo risco.