ASSOCIAÇÃO ENTRE ANÁLOGOS DE GLP-1 E PANCREATITE: REVISÃO INTEGRATIVA DAS EVIDÊNCIAS ATUAIS
DOI:
https://doi.org/10.56238/IIMultiCientifica-002Palavras-chave:
GLP-1, Pancreatite Aguda, Diabetes Mellitus Tipo 2, Obesidade, Segurança MedicamentosaResumo
Os análogos do GLP-1 têm sido amplamente utilizados no tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2 e da obesidade, em virtude de sua eficácia no controle glicêmico e na redução do peso corporal. Entretanto, questionamentos acerca de sua segurança pancreática, especialmente quanto ao risco de pancreatite aguda, têm sido levantados na literatura científica. O presente estudo teve como objetivo analisar a associação entre o uso de análogos do GLP-1 e a ocorrência de pancreatite, por meio de uma revisão integrativa da literatura. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, SciELO e LILACS, incluindo estudos publicados entre 2016 e 2026. Foram incluídos artigos originais, estudos observacionais, revisões sistemáticas, metanálises e diretrizes clínicas disponíveis na íntegra. Os resultados evidenciaram que os análogos do GLP-1 apresentam perfil de eficácia consolidado; contudo, os achados referentes ao risco de pancreatite mostram-se heterogêneos. Estudos observacionais sugerem possível associação, enquanto revisões sistemáticas não demonstram aumento estatisticamente significativo do risco, indicando baixo risco absoluto e ausência de relação causal definida. Conclui-se que, embora não seja possível estabelecer associação causal direta, recomenda-se cautela na prescrição, especialmente em pacientes com fatores de risco, sendo necessários estudos adicionais para melhor elucidação dessa possível relação.