HÁBITOS DE SAÚDE, MÍDIAS DIGITAIS E ESCOLA PÚBLICA: RESULTADOS DE UMA PESQUISA COM ADOLESCENTES EM ANANINDEUA-PA
DOI:
https://doi.org/10.56238/MultiCientifica-075Palavras-chave:
Hábitos de Saúde, Adolescência, Escola Pública, Promoção da Saúde, Mídias DigitaisResumo
A pesquisa analisou a formação de hábitos de saúde na adolescência, considerando sua relação com fatores sociais, econômicos e institucionais, com ênfase no papel da escola como espaço estratégico para a promoção do bem-estar. O estudo foi desenvolvido a partir da aplicação de questionários a estudantes de uma escola pública do município de Ananindeua (PA), permitindo identificar percepções, práticas e desafios relacionados à alimentação, à atividade física e ao uso das mídias digitais. Os resultados evidenciaram que, embora os adolescentes reconheçam a importância de uma vida saudável, enfrentam múltiplas barreiras estruturais, financeiras, emocionais e culturais para transformar esse conhecimento em prática cotidiana. As hipóteses investigadas demonstraram que estratégias educativas no espaço escolar ampliam a conscientização dos estudantes sobre saúde e autocuidado, porém ainda ocorrem de forma pontual e pouco integrada ao currículo. Observou-se que programas práticos e culturalmente contextualizados favorecem maior engajamento juvenil, embora sejam limitados pela ausência de infraestrutura e de políticas públicas contínuas. Além disso, constatou-se que o uso excessivo das mídias digitais constitui fator de risco, mas pode ser ressignificado como recurso pedagógico quando mediado criticamente. Conclui-se que a escola exerce papel central na construção de hábitos saudáveis, contudo sua efetividade depende de ações intersetoriais, permanentes e sensíveis às realidades juvenis, integrando educação, saúde e participação social.