RECONSTRUÇÃO DA PAREDE TORÁCICA POR COMPLICAÇÕES DO ESTERNO EM CIRURGIA CARDIOVASCULAR: REVISÃO SISTEMÁTICA

Autores

  • José Dalvo Maia Neto Autor
  • Fabiano Jucá Autor
  • Thomas Dominik de Souza dos Reis Autor
  • Elmiro Heli Martins Autor
  • Francisco de Assis Montenegro Carvalho Autor
  • João Carlos Fechine Machado Autor
  • João Pedro Barreto Ricarte Autor
  • Heraldo Guedis Lobo Filho Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/MedCientifica-078

Palavras-chave:

Mediastinite, Osteomielite do Esterno, Deiscência de Sutura Esternal, Retalhos Cirúrgicos, Músculo Peitoral Maior, Músculo Reto Abdominal, Cirurgia Cardíaca, Esternotomia Mediana

Resumo

Introdução: A deiscência de sutura esternal representa uma complicação grave após cirurgia cardíaca, com incidência variando entre 0,5% a 5% dos procedimentos que envolvem esternotomia mediana. Esta condição está associada a elevadas taxas de morbidade e mortalidade, exigindo frequentemente intervenção cirúrgica reconstrutiva. Os retalhos musculares, particularmente usando peitoral maior e reto abdominal, constituem opções terapêuticas fundamentais para o tratamento definitivo desta complicação. Objetivo: Realizar uma revisão sistemática da literatura sobre o uso de retalhos musculares na reconstrução de deiscência de sutura mediastinal pós-cirurgia cardíaca, com ênfase nos retalhos de peitoral maior e reto abdominal, analisando indicações, técnicas cirúrgicas, resultados e complicações. Metodologia: Revisão sistemática da literatura nas bases de dados PubMed, MEDLINE, Scopus, Web of Science e LILACS, com base em artigos publicados entre os anos de 2010 e 2024. Foram selecionados estudos que abordam reconstrução de deiscência esternal com retalhos musculares, com foco em peitoral maior e reto abdominal. A análise incluiu dados sobre epidemiologia, fatores de risco, técnicas cirúrgicas, taxas de sucesso e complicações. Resultados: A literatura demonstra que os retalhos de peitoral maior apresentam taxas de sucesso entre 85-95%, sendo a primeira escolha para defeitos anteriores e laterais do mediastino. O retalho de reto abdominal, com taxas de sucesso de 80-92%, é indicado para defeitos extensos do terço inferior do esterno. Fatores de risco significativos incluem diabetes mellitus, obesidade, uso bilateral de artéria mamária interna, DPOC e infecção profunda. A mortalidade associada à mediastinite varia de 10% a 47% na literatura recente. Conclusão: Os retalhos de peitoral maior e reto abdominal são opções reconstrutivas eficazes e seguras para tratamento de deiscência de sutura esternal. A escolha do retalho deve considerar a localização e extensão do defeito, condições clínicas do paciente e experiência da equipe cirúrgica. A abordagem multidisciplinar e o tratamento precoce são fundamentais para redução da morbimortalidade. Um algoritmo de segurança sistematizado é proposto para otimizar o manejo desta complicação.

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Publicado

2025-12-20

Como Citar

Maia Neto, J. D. ., Jucá, F. ., dos Reis, T. D. de S. ., Martins, E. H. ., Carvalho, F. de A. M. ., Machado, J. C. F. ., Ricarte, J. P. B. ., & Lobo Filho, H. G. . (2025). RECONSTRUÇÃO DA PAREDE TORÁCICA POR COMPLICAÇÕES DO ESTERNO EM CIRURGIA CARDIOVASCULAR: REVISÃO SISTEMÁTICA. Anais Eventos. https://doi.org/10.56238/MedCientifica-078