DIAGNÓSTICO DA ENCEFALOPATIA HIPERTENSIVA: AVALIAÇÃO CLÍNICA E RADIOLÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-068Palavras-chave:
Encefalopatia Hipertensiva, Diagnóstico, Ressonância Magnética, Síndrome de Encefalopatia Posterior Reversível (PRES), Emergência MédicaResumo
A encefalopatia hipertensiva (EH) configura uma emergência médica caracterizada por elevação súbita e acentuada da pressão arterial, resultando em falha dos mecanismos de autorregulação cerebral e consequente edema vasogênico (SAALIM; ALI, 2023). Clinicamente, o quadro inclui cefaleia intensa, alterações visuais, confusão mental e, em situações mais graves, crises convulsivas e rebaixamento do nível de consciência, sendo que, em crianças, as convulsões representam a manifestação predominante (WIRABOONCHAI et al., 2025). O diagnóstico é desafiador e requer integração entre avaliação clínica, exclusão de outras etiologias neurológicas agudas e resposta terapêutica à redução controlada da pressão arterial (PLITMAN et al., 2024). A neuroimagem desempenha papel fundamental nesse processo: embora a tomografia computadorizada possa ser normal nas fases iniciais, a ressonância magnética apresenta maior sensibilidade para evidenciar o edema vasogênico típico da Síndrome de Encefalopatia Posterior Reversível (PRES) frequentemente associada à EH (PRIYANKA et al., 2024). Fatores como má adesão ao tratamento anti-hipertensivo, comorbidades renais e uso de fármacos que elevam a pressão arterial — especialmente anti-inflamatórios não esteroides — podem precipitar o quadro (PLITMAN et al., 2024). Diante do risco de sequelas neurológicas permanentes e da possibilidade de evolução fatal, o reconhecimento precoce e a correta interpretação dos achados clínicos e radiológicos são essenciais para o manejo adequado da EH.