AFRICANIDADES, CAPOEIRA E EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS NO CHÃO DA ESCOLA PÚBLICA DE ACORDO COM A LEI 17.566/2021
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-064Palavras-chave:
Africanidades, Capoeira, Educação em Direitos HumanosResumo
O presente estudo de intervenção, ora apresentado, foi realizado entre os anos de 2013- 2017, contando com apoio institucional da gestão compartilhada do Centro Educacional - CEU Rosa da China, da DRE/São Mateus, SME/SP Departamento Ético Racial na época. Além da articulação política, do gabinete do Vereador Professor Paulo Fiorilo - PT/CMSP, o principal objetivo é analisar os possíveis diálogos entre africanidades, capoeira e educação em direitos humanos na lei municipal nº 17.566/2021. Já os objetivos específicos se apresentam nos seguintes aspectos: entender como o caráter formativo e educativo da capoeira pode contribuir para a minimização do racismo estrutural nas escolas públicas; registrar como o presente projeto de lei reforça o direito à memória, à história dos povos nativos e dos afro-brasileiros; analisar quais aspectos da educação em direitos humanos permeiam a narrativa da lei nº 17.566/2021 e acompanhar a regulamentação da lei de capoeira na escola, já que ela ainda não foi regulamentada, com alocação orçamentária, gerando uma série de dúvidas e julgamentos por parte de seus protagonistas, neste caso, os mestres educadores de capoeira, mestres estes, que continuam sonhando com as possibilidades de geração de emprego e renda, direitos conquistados após décadas de sentimento menosprezado em seus papéis sociais e de trabalho, especialmente quanto à profissionalização do Artesanato do Mestre de Capoeira, (IPHAN, 2008).