OBESIDADE COMO FATOR DE RISCO PARA CÂNCER DE MAMA: UMA ANÁLISE COMPARATIVA COM OUTROS DETERMINANTES
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-061Palavras-chave:
Obesidade, Câncer de Mama, Fatores de Risco, PrevençãoResumo
Introdução: O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum entre mulheres em todo o mundo, representando importante causa de morbimortalidade. Entre os múltiplos fatores associados ao seu desenvolvimento, a obesidade tem ganhado destaque devido ao aumento expressivo de sua prevalência global. O tecido adiposo exerce papel ativo na produção de estrogênios, mediadores inflamatórios e fatores de crescimento, contribuindo para a carcinogênese mamária, especialmente após a menopausa. Além disso, hábitos de vida inadequados, histórico familiar, menarca precoce, menopausa tardia e uso prolongado de terapia hormonal também são reconhecidos como potenciais fatores de risco, demonstrando a natureza multifatorial da doença. Objetivo: Considerando a relevância crescente da obesidade como determinante de doenças crônicas, este estudo tem como objetivo analisar seu papel como fator de risco para o câncer de mama, comparando sua influência com outros fatores clássicos associados à doença. Metodologia: O trabalho foi desenvolvido por meio de uma revisão integrativa da literatura nas bases SciELO e PubMed. Foram utilizadas as palavras-chave “Obesidade”, “Câncer de Mama” e “Fatores de Risco”. Incluíram-se artigos publicados a partir de 2017 que discutissem diretamente a relação entre obesidade e risco de câncer de mama. Excluíram-se estudos sem dados específicos sobre risco comparativo. Ao final, foram selecionados 8 artigos publicados entre 2019 e 2024. Resultados: A literatura demonstra que a obesidade está consistentemente associada ao aumento do risco de câncer de mama, sobretudo em mulheres pós-menopáusicas. Alterações hormonais, resistência insulínica e inflamação crônica de baixo grau são identificadas como principais mecanismos envolvidos. Ao comparar com outros fatores de risco, observou-se que a obesidade apresenta impacto semelhante ao do uso prolongado de terapia hormonal e superior ao do consumo moderado de álcool. Fatores como menarca precoce e história familiar mantêm papel relevante, porém apresentam menor influência isolada quando comparados ao excesso de peso em populações pós-menopausa. Conclusão: Conclui-se que a obesidade constitui importante fator de risco modificável para o câncer de mama, exercendo influência significativa no desenvolvimento da doença quando comparada a fatores hormonais e reprodutivos. Diante disso, estratégias de promoção de hábitos saudáveis e controle do peso ganham destaque como medidas essenciais para prevenção primária.