EVIDÊNCIAS ATUAIS SOBRE O USO DA MELATONINA NA INSÔNIA PRIMÁRIA EM COMPARAÇÃO AOS BENZODIAZEPÍNICOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/MedCientifica-059Palavras-chave:
Melatonina, Insônia Primária, Benzodiazepínicos, Terapia do Sono, Farmacologia ClínicaResumo
A insônia primária é um dos distúrbios do sono mais prevalentes na população adulta, caracterizando-se pela dificuldade em iniciar ou manter o sono, resultando em prejuízos significativos para a saúde, o desempenho cognitivo e a qualidade de vida. Os benzodiazepínicos e os agonistas dos receptores GABA-A, conhecidos como Z-drugs, são amplamente utilizados no tratamento farmacológico da insônia, porém seu uso prolongado está associado a tolerância, dependência e comprometimento cognitivo. A melatonina, hormônio endógeno responsável pela regulação do ciclo sono-vigília, tem sido estudada como alternativa terapêutica segura e fisiológica. Este estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas mais recentes sobre a eficácia e a segurança da melatonina e de seus agonistas melatoninérgicos em comparação aos benzodiazepínicos no tratamento da insônia primária. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, baseada em artigos publicados entre 2015 e 2025 nas bases PubMed, SciELO, ScienceDirect e Scopus. Os resultados demonstraram que a melatonina apresenta eficácia moderada na indução e manutenção do sono, com perfil de segurança superior e ausência de potencial de dependência, configurando-se como alternativa terapêutica adequada, especialmente para idosos e pacientes polimedicados. Conclui-se que a melatonina representa uma opção farmacológica promissora, eficaz e segura para o manejo da insônia primária, contribuindo para práticas clínicas mais racionais e alinhadas à medicina baseada em evidências.